Desde o início da década de 1970, muitos brasileiros tem o dia 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra, tentando resgatar a cultura e os valores da raça afro. Esta data é conhecida, por causa da morte do líder Zumbi dos Palmares, em 1695, ele foi um dos principais personagens históricos que lutou pela libertação dos negros escravizados durante o período colonial no Brasil. 

Alguns estados reconhecem como feriado essa data, tamanha a importância que esse assunto tem. O Rio Grande do Sul ainda não reconhece como feriado este dia, mas o processo para isto já está correndo e esperamos que em breve também carreguemos essa data com mais importância; porém trabalhamos com a semana da Consciência Negra, onde os pontos Quilombolas, as Entidades Negras e a população possa discutir sobre toda a cultura afrodescendente. São muitas atividades ricas e lindas, que quem não participa perde e, perde muito!

Trazendo um pouco de dados estatísticos: o CENSO de 2010 informa que a população brasileira é constituída em 43% de pessoas negras. Apenas 12% está cursando nível superior e no caminho revés a isso temos 60% de negros em presídios. E todas essas porcentagens, a cada ano, aumentam. Vale pensarmos sobre isso, não é mesmo?
O racismo está impregnado nas pessoas, inclusive naquelas se dizem livre de preconceitos, se percebe isso nos pequenos atos e nos termos utilizados no cotidiano, como: “não faz negrice”, “inveja negra”, “a coisa está preta”, “mercado negro”, “denegrir”, entre outras tantas!

Convidamos vocês todos a responderem a duas questões:
• Quantos colegas vocês têm no colégio, na faculdade, no trabalho: negros?
• Quantos amigos, negros, frequentam a casa de vocês?
Será que eles representam esses 43%?!

A Turucutá faz questão que todos nós reflitamos sobre o quanto ainda vivemos em um estado de racismo – mesmo que involuntário – o quanto ainda carregamos o peso do preconceito, o peso da ignorância. 

E com alegria, lutamos, afirmamos e somos filhos da negritude, carregamos no coletivo, sim, mais de 43% de negros!
Que orgulho disso!
Que soma de experiência, de vivencia, de cultura, de cores!

Cantamos alto e em bom tom:

Valeu Zumbi, pelo teu grito forte lá nos Palmares.
Obrigada por ter corrido terras, céus e mares.
Tua atitude influenciou na Abolição.

Valeu Zumbi, hoje a vila é Kizomba.
Batucamos, cantamos e dançamos.
Seja o Jongo, o Maracatu ou a capoeira.

Chamamos as gurias e os guris para dançar o Caxambu.
Clamamos para que a Anastácia não se deixe escravizar
Que a Clementina faça os pagodes de partido popular
Turucutá ergue a taça, convocando toda a massa
Que com graça, todas as raças estejam com a mesma vibração

Esta Kizomba é nossa constituição
Nas magias, rezam ageum e os Orixás
Tem na cor a força da Cultura
Tem na sua arte as bravuras
E um bom jogo de cintura, faz valer seus ideais e as belezas puras dos seus rituais

Vem pra rua, vem pra Lua de Luanda, Para nos iluminar!
A nossa sede é nossa cor, e que se destrua o preconceito de cor!!!

(adaptação da letra Kizomba - que cantamos em nossos shows).



Reflitamos e pensemos sobre essas dificuldades, sobre essas discrepâncias sociais!
Pratiquemos mais atos de repúdio ao racismo e ao preconceito!!
Trabalhemos mais tolerância e mais amor com o próximo -  por debaixo da cor da pele somos, absolutamente, iguais!


Evoé! Axé!